Nova pesquisa nacional: eleitores dos EUA com deficiências enfrentam vários desafios de votação

Flórida, Estados Unidos – 1º Outubro, 2019 – Mais da metade dos eleitores dos EUA portadores de deficiências enfrentam dificuldades ao votarem pessoalmente, de acordo com uma nova pesquisa nacional elaborada pela Southpaw Insights para a Smartmatic. Dentre as pessoas que tiveram dificuldades, 28% apontaram problemas nas urnas eletrônicas, e dessas, 45% mencionaram que problemas com urnas eletrônicas desestimularam o comparecimento no dia da eleição.

“Descobrimos que eleitores portadores de deficiências valorizam imensamente ter a capacidade de votar de maneira independente e privativa, da mesma forma como qualquer outro eleitor”, afirma Jessica Broome, Ph.D., fundadora e CEO da Southpaw Insights. “Melhorias na acessibilidade e usabilidade das urnas eletrônicas proporcionariam uma verdadeira oportunidade para aprimorar a experiência eleitoral dos eleitores portadores de deficiências físicas e cognitivas”.

Eleitores com deficiências compõem um grupo eleitoral significativo. Praticamente um entre seis eleitores elegíveis na América é portador de uma deficiência. De acordo com uma pesquisa recente da Rutgers University, em meados de 2018 a participação de eleitores deficientes foi de aproximadamente 14,3 milhões de pessoas, superando o número de eleitores hispânicos/latinos (11,7 milhões) e próximo ao total da participação eleitoral de afro-americanos (15,2 milhões).

“A abordagem igualitária porém individualizada na votação, que muitos elaboradores de políticas e jurisdições eleitorais parecem dispostos a continuar oferecendo, é inaceitável para esses cidadãos americanos”, diz Jim Dickson, copresidente do Civic Engagement and Voting Rights Committee do National Council on Independent Living. “A tecnologia existe neste exato momento para promover inclusividade e igualdade na votação, sendo que falta apenas a vontade política para financiá-la”.

A pesquisa com 1.004 eleitores registrados portadores de alguma deficiência visual, cognitiva, auditiva ou de mobilidade revelou que 65% querem melhorias nas urnas eletrônicas, como máquinas mais amigáveis (32%). Um quarto dos entrevistados afirmou que não queria cédulas eleitorais de papel.

“Eliminar a necessidade de manusear papel, o que pode ser um desafio para eleitores com determinadas deficiências, é um foco principal dos esforços de sensibilização de grupos como o Disability Vote Project apartidário da American Association of People with Disabilities, uma ampla coalizão de 36 organizações relacionadas a deficiências”, diz Carole Tonks, diretora executiva da Alliance Center for Independence.

A pesquisa também revelou que os eleitores com deficiências não querem só melhorias nas urnas eletrônicas, já que 41% gostariam de ter a opção de votar remotamente. Isso completa a lista de melhorias que os eleitores deficientes gostariam de ver nas eleições futuras. 

“A Smartmatic sempre adotou uma abordagem inclusiva, empregando princípios de design centrado em humanos para desenvolver tecnologias que sejam fáceis de utilizar, acessíveis a todos e extremamente seguras”, afirma Kevin Shelly, presidente da Smartmatic EUA. “A alegação de que há uma relação de desproporcionalidade entre segurança e acessibilidade é falsa e enganosa. A Smartmatic já processou mais de 4,6 milhões de votos mundialmente sem nenhuma violação de segurança nos equipamentos de votação, possibilitando assim que os agentes eleitorais assegurem uma experiência inclusiva para todos os eleitores”.