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Smartmatic

Como serão as eleições no futuro?

A automatização nos processos de votação é hoje uma tendência mundial e espera-se que mais cedo ou mais tarde todas as democracias do mundo mudem para sistemas eletrônicos em pelo menos duas décadas.  É um assunto sobre o qual existe um forte debate em muitos países da América Latina, porque é um processo que idealmente deve ser de maneira gradativa, até completar todo um conjunto de práticas que, somadas, são as que constituem um verdadeiro processo eleitoral do futuro.

Isso não só implica um percurso por diferentes etapas de adoção tecnológica,  mas também a educação dos eleitores sobre a luta contra os vícios eleitorais, que é o eixo da mudança de sistema de votação. Este caminho é acima de tudo para a transparência e a institucionalidade.

O Brasil lidera esta tendência no mundo.  Ali, desde 1982 (isto e, quase trinta anos)  realizaram as primeiras experiências no uso do voto automatizado.   Depois em 1985, a apuração eletrônica de votos foi aplicada no país inteiro e em 1996 as máquinas eletrônicas de votação foram introduzidas.  Esta aplicação foi de forma gradativa, atingindo uma terceira parte dos eleitores em 1996, duas terceiras em  1998, e cem por cento em 2000. Nas eleições do passado 2010 foram recebidos e apurados 106.606.214 votos no segundo turno eleitoral, que deu como vencedora à atual  Dilma Rouseff.

Na atualidade, o Brasil e a Venezuela são os únicos países da América Latina que têm automatizado o sufrágio em todas suas mesas eleitorais.   Estas experiências evidenciam a necessidade de que  tanto os cidadãos quanto as autoridades eleitorais tenham claro são cada uma dessas etapas que conformam a via da automatização e, em segundo lugar, quais as fraquezas que são suprimidas com sua aplicação.   Tudo isso com o fim de ter transparência e suficiente informação para determinar a conveniência de mudar para sistemas de votação automatizados em todos os países de América Latina.

Todas estas etapas são as que somadas constituem um processo eleitoral totalmente automatizado. Na atualidade os únicos países latino-americanos que atingiram esse patamar são o Brasil e a Venezuela.  Outros países como Argentina e México têm feito pequenos testes nos últimos anos.

Por que se fala em votações do futuro?

Porque a maioria das democracias do mundo apresenta um atraso considerável em questões de adoção  tecnológica em processos eleitorais.  Continuam usando sistemas  de votação manual que aumentam os riscos de manipulação, de erro e intervenção humana e também  de demora na apuração, fatores que aumentam a desconfiança dos eleitores, sobre a transparência dos resultados.

No futuro, a automatização deve produzir principalmente sistemas mais seguros, eficazes, que impliquem menor capital humano e econômico, e menor exposição aos fatores externos. Todos estes processos que significam mudanças na infraestrutura e na forma de pensar dos cidadãos permitirão que no futuro próximo a democracia possa ser considerada uma instituição fortalecida graças à tecnologia e incrementará a confiança dos cidadãos no que diz respeito ao seu governo.

Das autoridades eleitorais de cada país e da vontade política das instituições vai depender, a final de contas, que esse futuro seja uma realidade mais cedo do que tarde em todos os países latino-americanos.  Por enquanto, a tecnologia  para realiza-lo já está disponível.