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A falta de ação do Governo custou mais de 1.1M de votos dos jovens ao referendum da UE

Londres, Reino Unido – Julho 1, 2016 – Uma nova pesquisa da Smartmatic e WebRoots Democracy comprova a relação entre a baixa participação dos jovens nas eleições e o antiquado sistema de votação do Reino Unido.

De acordo com a pesquisa, 45 % das pessoas de 18 a 24 anos e 28 % de 25 a 34 anos que não votaram no referendum, disseram haveria maior probabilidade de votar se fosse disponibilizado online. Isso é um apelo que fazem os jovens para uma reforma imediata do sistema de votação do Reino Unido.

Considerando a população e a participação, os resultados da Smartmatic e Webroots permitem calcular que 502.000 pessoas de 18 a 24 anos e 666.000 de 25 a 24 anos de idade teriam votado se fosse disponibilizado o voto online.
 
• Quase três quartos de 18 a 24 anos e dois terços de 25 a 34 anos votaram para permanecer na União Europeia.

• As pesquisas sugerem que pouco mais de um terço de 18 a 24 anos e um pouco mais da metade de 25 a 34 anos de idade efetivamente conseguiram emitir seu voto.

• No país, as áreas com uma média de idade mais baixa obtiveram uma participação muito menor.

• Pelo contrário, 57 % dos votantes de 55 a 64 anos de idade 60 % dos maiores de 65 anos votaram pela saída da UE.

• Em 2015, uma pesquisa de ComRes indicou que seria mais provável 57 % dos que não votaram na faixa etária de 18 a 24 anos votariam se fosse possível usar o voto online.

Apesar de uma quantidade crescente de apelos para modernizar o sistema de votação no Reino Unido, os governos têm demorado as reformas voltadas a fazer com que o sistema de votação seja mais acessível aos jovens. O ano passado, a Comissão de porta vozes sobre Democracia Digital concluiu que a votação online deve estar disponível a partir de 2020, no entanto, o Governo ainda não adiantou medidas para que seja uma realidade.

Lord Mark Malloch-Brown, Chairman da Smartmatic, comentou: "Perderemos uma geração de jovens votantes se não modernizarmos o nosso sistema de votação, que já tem séculos de antiguidade. Perdeu-se uma importante oportunidade para melhorar efetivamente o voto dos jovens no referendum e introduzir o voto online.

Todas as partes têm que aprender deste processo e introduzir um moderno sistema de votação que faça sentido para uma geração que gosta de tecnologia. A tecnologia existe, só falta vontade política".

Sob a luz da consulta popular, um grupo de organizações independentes como a União Nacional de Estudantes, WebRoots Democracy e Bite the Ballot escreveram uma carta aberta pedindo ao Governo "agir agora para atualizar o nosso sistema de votação".

Areeq Chowdhury, Fundador e Diretor Executivo de WebRoots Democracy, disse: "Os jovens não tem a adequada representação no Reino Unido. Apenas 20% da população atual, mas são 100 % do futuro.

nas passadas quatro eleições gerais a participação entre o grupo de 18 a 24 anos tem sido a mais baixa de todos os grupos etários. Essa tendência repetiu-se de novo no referendum da UE. Um sistema de votação fora de moda contribuiu a um resultado que tem profundas consequências para o Reino Unido e especialmente para os jovens que terão de viver com essa consequência durante décadas. Está na hora de passar ao século XXI e fazer um ajuste do sistema democrático para a era digital".

Os grupos de jovens redigiram uma carta aberta de apoio ao apelo para a introdução do voto eletrônico. A carta assinada pela União Nacional de Estudantes, WebRoots Democracy, Bite the Ballot, MyLifeMySay e Voting Counts diz que "A votação online teria dado aos jovens a opção de eleger a forma de votar, fazendo-o mais simples e mais relevante para seus estilos de vida. Os jovens querem isso. As pesquisas indicam que os jovens seriam muito mais propensos a votar se pudessem faze-lo online".