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Eleições parlamentares Venezuela 2015: Auditorias e testes

Pela auditabilidade característica da tecnologia criada pela Smartmatic, na Venezuela o sistema de votação é auditado antes, durante e depois de cada eleição. Sobre os diferentes componentes da plataforma foram feitos inúmeros testes para esta eleição. Cada uma das auditorias teve a participação dos representantes técnicos das diversas organizações políticas, que certificaram o bom funcionamento da plataforma automatizada.

1.- Teste de Engenharia (20 de setembro) | Foi validada a preparação operativa, a infraestrutura tecnológica e a tolerância a falhas da plataforma de transmissão de resultados. Este teste foi feito em vários locais do território venezuelano.

2.- Auditoria do software da urna eletrônica (De 13 a 16 de outubro) | Permitiu verificar que o software executado na urna eletrônica faz corretamente o registro de votos, apuração e transmissão. Técnicos de Smartmatic explicaram o processo de preparo das urnas eletrônicas e cada um dos seus módulos, ambiente, votação e diagnóstico, para sua rigorosa analise.

3.- Auditoria do sistema biométrico (De 13 a 16 de outubro) | Esta auditoria permitiu verificar que o sistema biométrico de autenticação do eleitor funcionasse corretamente.  Este sistema também permite validar a identidade do eleitor a partir de sua informação biográfica e biométrica.

4.- Simulação de votação (18 de outubro) | Teste nacional de todos os elementos tecnológicos e logísticos do sistema, tal como foram usados no dia da eleição.

5.- Auditoria da infraestrutura de votação (De 26 a 28 de outubro) | Foi revisada a plataforma tecnológica e a estrutura das urnas de votação. Uma urna selecionada de forma randomizada foi aberta na presença dos representantes dos partidos políticos, para que pudessem verificar que cada um dos seus componentes é necessário para a eleição, e que não há elementos secundários ou externos que pudessem executar ações não relacionadas (ou em desconformidade) com o processo de votação.

6.- Auditoria de produção de urnas eletrônicas (De 2 a 27 de novembro) | Esta auditoria permitiu verificar que as urnas eletrônicas foram produzidas e configuradas com os códigos previamente certificados na auditoria de software, bem como validar que sua operação foi exatamente igual à definida. O processo incluiu a seleção de uma quantidade de urnas eletrônicas (selecionadas preliminarmente ao acaso pelas organizações com fins políticos) e a posterior execução do processo eleitoral nelas, validando a sua correta operação.

7.- Auditoria do software de totalização (De 9 a 13 de novembro) | Auditoria na qual foi revisado o código fonte do software com o qual trabalham os servidores dos centros de totalização, que executam o processo de recebimento dos dados transmitidos, totalização, adjudicação e divulgação de resultados (vencedores). Esta auditoria foi executada em laboratórios preparados para tal fim, em ambiente controlado e com as máximas medidas de segurança.

8.- Auditoria da infraestrutura dos Centros Nacionais de Totalização (16 e 17 novembro) | Técnicos dos partidos políticos revisaram toda a infraestrutura de votação (servidores e componentes de comunicações), hospedados nos centros de dados usados para a totalização dos votos.

9.- Auditoria pré-envio (29 de novembro) | Consistiu de um teste integral do processo eleitoral, incluindo votação, transmissão de dados, escrutínio e uma auditoria final usando os comprovantes de votação depositados nas urnas de resguardo. Tudo isso aconteceu na presença de representantes dos partidos políticos.

10.- Auditoria de telecomunicações pré-eleitoral (5 de dezembro) | Esta auditoria permitiu validar que as redes usadas no dia da eleição para transmitir os resultados operaram adequadamente (é uma rede privada para as eleições que está totalmente isolada da Internet).

11-. Verificação cidadã, fase I (6 de dezembro) | Logo após o encerramento da votação, os cidadãos revisaram os comprovantes de votação versus as atas de escrutínio impressas pelas urnas e foi validada a consistência absoluta entre ambos. A auditoria baseia-se em uma amostra randomizada de mais de 50% das urnas eletrônicas. Esta auditoria foi pública. 

12.- Auditoria de telecomunicações pós-eleitoral (7 de dezembro) | Verifica-se que a rede de telecomunicações manteve a mesma configuração auditada antes do evento, para garantir que alterações não foram feitas durante o processo de votação.

13.- Verificação cidadã, fase II (11 de dezembro) | Os técnicos do Conselho Nacional Eleitoral e das organizações com fins políticos verificam que a intenção de voto do eleitor, evidenciada no comprovante de votação, corresponde com a ata de escrutínio e o cadastrado no Centro Nacional de Totalização, depois da transmissão no dia das eleições. Este teste é feito sobre 1% das urnas selecionadas de maneira randomizada.