Eleições Presidenciais 2006
Venezuela

 

Auditorias

 

O Poder Eleitoral e a Smartmatic, antes das eleições presidenciais, organizaram vários eventos para dar respaldo ao sistema informatizado de votação. Na maioria das auditorias feitas sobre o software e hardware da máquina de votação, bem como na transmissão e totalização de resultados, participaram representantes técnicos das organizações políticas, que verificaram o perfeito funcionamento do sistema informatizado de votação.

Teste End2End (13 de outubro de 2006). A Smartmatic fez um teste de controle de qualidade a uma amostra de 200 máquinas de votação (120 SAES3000 e 80 SAES3300), que seriam utilizadas nas Eleições Presidenciais. Os votos foram introduzidos em forma continua, para uma posterior validação da apuração e totalização de toda a amostra.

Auditoria do software de votação (de 11 até 27 de outubro de 2006). Os técnicos dos partidos políticos e do Poder Eleitoral avaliaram a programação das máquinas, durante mais de duas semanas. Os representantes da Smartmatic explicaram o processo de preparação das máquinas de votação e cada um dos módulos das mesmas, bem como do gestor de ambiente, votação e diagnose, para uma rigorosa análise. Os representantes dos partidos políticos receberam um arquivo com a lista de todas as firmas digitais de cada uma das máquinas; assim, foi possível certificar que a versão executada nas urnas eletrônicas é a mesma que foi revisada nesta auditoria.

Auditoria de hardware (12 e 13 de outubro de 2006). Os técnicos dos partidos políticos e do CNE, desarmaram as máquinas de votação a fim de revisar, com ferramentas para isso, todas as suas peças físicas: placas-mãe, placas de rede, membranas tácteis e monitores sensíveis ao contato.

Testes de engenharia (29 de outubro de 2006). O Poder Eleitoral certificou a infra-estrutura tecnológica necessária para a transmissão da data eleitoral: telefonia fixa, telefonia celular e telefonia por via satélite. O teste envolveu 325 juntas municipais do país, onde foram utilizadas 725 máquinas de votação. Também foi realizado um segundo teste com outras 400 máquinas.

Simulação eleitoral nacional (5 de novembro de 2006). Este teste atingiu uma efetividade de 98%, com a participação de 18.599 eleitores em cinco mil centros piloto de votação (66% dos 28.049 registrados naqueles pontos). Essa jornada permitiu a simulação de falhas potenciais e ativar os possíveis planos de contingência que se pudessem apresentar no dia das eleições.

Auditoria prévia (25 de novembro de 2006). Após concluir o processo de programação das máquinas SAES que seriam utilizadas nas Eleições Presidenciais, legitimou-se uma amostra de 0,5% do total de unidades, selecionadas de forma randômica. Nessa auditoria “zero erro” ficou demonstrado novamente que a solução unificada de votação SAES fornece resultados exatos, com uma margem de inconsistências numéricas perto de 0%.

No final dessa jornada eleitoral foi realizada a auditoria de encerramento, isto è, a abertura de mais de 54% das caixas onde são armazenados os comprovantes físicos do voto e o seu confronto com a ata de apuração impressa e transmitida. No todo, foram mais de 17 mil auditorias de encerramento, das quais, 100% confirmaram de novo que os resultados apurados pela máquina de votação coincidem perfeitamente com os comprovantes físicos de voto impressos pela máquina, legitimando fielmente os resultados eleitorais. Tanto a Organização de Estados Americanos (OEA), quanto a União Européia (UE) e os outros observadores internacionais presentes nestas auditorias, disseram que as máquinas de votação SAES3000 e SAES3300 são totalmente confiáveis e protegem a vontade do eleitor.